AFERIR O QUÊ? PARA QUÊ? COMO?
Penso que a prova de aferição de matemática do 4º ano, mais
que difícil, foi (é) desadequada ao percurso real que os alunos, de uma maneira
geral, conseguem fazer na sala de aula. Vi a prova bem estruturada, de acordo
com o novo programa, mas feita por pessoas que devem desconhecer a realidade
das salas de aula no 1º CEB, em Portugal. O tempo real que os alunos levam
desde a compreensão dos enunciados até à resolução das situações, não é de
maneira nenhuma o proposto (45m+ 45m) e muito menos, em situação de
"tensão". Por outro lado, os comentários que ouvi de pessoas ligadas
às Associações de Professores de Matemática, levam-me a pensar que a) ou essas
pessoas estão desligadas do terreno, e /ou do 1º CEB, desconhecendo a realidade
da "massa" que são os nossos alunos no dia-a-dia, ou têm turmas com
níveis de desempenho homogéneo (Bom e muito Bom), c) ao longo do ano só
trabalharam matemática descurando as outras áreas. Também fica a hipótese de
serem e terem alunos "geniais", o que não é para todos...
Tenho para mim, que “provas de aferição” no atual contexto,
valem o que se quiser que valham, quer para pais, quer para professores, quer
para o próprio Ministério da Educação. A sério, a sério, cabe a cada um de nós,
os que acreditamos num ensino público de
qualidade, pugnar pela continuação de um processo de ensino/aprendizagem,
consentâneo com a ideia, que a possibilidade de aprender “bem” deve ser para
todos, sem selecção à partida. Para seleccionar os do “sucesso” e do
“insucesso” contribuirão grandemente os meios de origem e as capacidades de
cada um. Por isto, faz-se por vezes mais do que se pode… Assim o fizessem
também as estruturas do poder e afins!
Conceição Coelho
olá.Eu concordo com a professora,mas não era assim tão dificil.
ResponderEliminarAgora só temos de esperar pelas notas e assim veremos.
Beijinhos da Ana Sofia!